Quero dividir em duas partes este artigo, a primeira mostrando o lado excelente da Força Terrestre, por outro lado o desastre histórico que nosso país teve nas mãos dos militares.

O Exército Brasileiro tem muitas coisas ótimas, desde sua origem, muitas batalhas e guerras vencidas, as etnias que configuram suas fileiras, a FEB – Força Expedicionária Brasileira – que nossa História mostra ter sido decisivo na vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial, mesmo tendo alguns historiadores que mostram outra realidade neste período, que não teria sido tão essencial nossos representantes nos montes italianos.

Uma coisa não podemos negar, os depoimentos dos pracinhas nas escolas, nos lugares que testemunham as suas participações em batalhas do período são magníficos, emocionantes.

Outro grande ponto a ser exaltado das Forças Armadas, em especial, o Exército, são as participações internacionais de apoio, foi no Haiti na questão política, em seguida pelos problemas naturais, auxiliaram em problemas sociais, até educacionais com o acontecimento do desastre vitimou a faculdade do Haiti, onde estava a maioria dos professores superiores.

É normal vermos o espírito de acolhida, com proximidade permanente com a criançada, com o Recrutinha, informativo infantil, e abertura de museus e próprios quartéis para o público infantil, muito destacado em épocas como esta, ou 19 de abril, dia do Exército Brasileiro, hoje pregam a famosa frase de Che Guevara (endurecer, perder a ternura jamais).

Por outro lado a instituição cometeu o maior erro histórico que classifico no Brasil, onde cessa a liberdade de expressão, uma ditadura desleal, corrupta, desumana, que vitimou milhares de pessoas, muitos desses inocentes, e mesmo de suas fileiras surgiu muitos descontes {entre tantos capitão Lamarca e sargento Osvalo (Osvaldão)} que utilizaram da única forma que havia naquela época para defender a maioria que era pela luta armada. Vale a pena pesquisar sobre Guerra de Guerrilhas no Brasil, e entender um pouco desta História pouco divulgada.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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