Pergunto-me seriamente se há algo errado em anular alguém da lista de meus amigos, conhecidos ou mais chegados? Parece tão difícil ser aceita essa ideia por algumas pessoas.
Ter acompanhado de perto muitos sofrimentos ocasionado por alguém, em meu entender me basta para eliminar qualquer forma de relação então para frente, e isso dá o direito de não mais dirigir a palavra, ou mais, não ser molestado de nenhuma forma.
 
A partir do momento que alguém afirma categoricamente ‘basta’ de qualquer relação, não seria necessário ‘desenhar’ essa proposta.
Por mais que possa argumentar que fez mil e uma coisas benéficas, mas certamente não lembrará, ou lembrando, não se arriscaria mencionar tantas coisas ruins que proporcionou direto, ou indiretamente em tua vida.
 
Se fazer de coitadinha, ou ‘apelar’ de tantas formas que só rebaixam ainda mais a moral e a forma que pode ser vista a partir de tanto acúmulo de falhas imperdoáveis
Não é o fato de não servir mais, é o fato de não servir mais para mim, a partir de reincideradas aberrações que cada vez mais me convence que certas pessoas danificam nosso cotidiano, nossas ações, e até nossos pensamentos.
 
Argumentos existem em milhões e de vários ângulos, veja isso no Direito, na Filosofia, na própria História e Sociologia, também em qualquer relacionamento. O que não pode ocorrer que argumentos sejam utilizados apenas para constranger, coagir, intimidar.
 
Vale lembrar aos ‘corneteiros de plantão’ que as agressões morais e psicológicas também estão sujeitas as penalidades de nossa legislação, e que para comprovar certas atitudes não é necessário muito, pelo contrário, atualmente muitas formas servem como provas junto aos tribunais.
 
Certa vez casal de namorados ‘quebraram os pratos’, nem haviam ‘oficializado’ a relação, mas a inconformada incomodou tanto, e de tantas as formas, que uma ação judicial foi aberta e prisão preventiva aberta. Final da história, para não me delongar, ficou presa por algum tempo, passado algum tempo, em condicional não poderia chegar há menos de 100 metros do apartamento, ou local previamente informado que o “ex” estaria.
 
Não poderíamos deixar a lembrança de casais separados, hoje cada vez mais comum, e vemos muitos casos de prisões, e não se resumem ao não pagamento de cestas básicas, ou aos casos da Maria da Penha. 
 
Não tem cabimento ser obrigado a bloquear números de telefones, ter que ler desaforos no bate-papo do Facebook, ter que se resguardar em casa, ou, as vezes, nem assim está protegido.
 
O que mais temo em muitas dessas ocasiões, pessoas serem agredidas também fisicamente, e, pior ainda, nem procurar as vias legais para evitar ou tentar reverter essas atitudes desumanas, sem moral, pior que animal, pois animais têm sentimentos, muitas dessas pessoas deixam transparecer que não tem nenhum sentimento de compaixão, de piedade, de entendimento, pensam apenas no ‘seu eu’, ou, quando visionam vantagens.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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