Há 28 anos o Brasil relembra fato com profissionais de saúde contra acontecimentos desumanos, intervenções manicomiais, choques elétricos utilizados mais para castigar do que para melhorar a saúde entre outras atitudes em “doentes mentais”, hoje se trata como Saúde Mental.

Mas o Brasil tem marcas como O Alienista, de Machado de Assis, no final do século XIX, onde em seu conto mostra as primeiras interpretações dos atuais moldes antimanicomiais.

Em muitos municípios do Brasil, 18 de maio é relembrado com inúmeras atividades com o maior objetivo que mais e mais pessoas vão se somando à luta, e escrevo mais, todos devem se inserir nessa árdua batalha.

Nosso Estado largou na frente também nessa luta, pois em 1988, em São Lourenço do Sul-RS, era criado o primeiro CAPS – Centro de Ação Psicossocial – do Rio Grande do Sul e o segundo em nível nacional.

Tivemos também aqui, em 1992, a primeira lei estadual antimanicomial do Brasil.

Aos poucos, nessas últimas três décadas foram deixado de lado internações de muitos meses, anos, até 30 anos em manicômios, hospícios, sem o mínimo de humanização, dopados com fortes medicações, amarrados, surras, em jaulas, sem o mínimo de higiene e até dormindo em capim. E a cada dia trocava, pois urinavam no mesmo.

Alguns exemplos disso ocorreram em muitas clínicas e hospitais aqui no Estado, mais perto que muitos imaginam.

Após muita luta, o Brasil sancionou em 2001 lei nacional, e em 2013 já haviam no território nacional 1981CAPS.

O que entendo ser o maior problema da atualidade nessa área é o trabalho com familiares de usuários da Saúde Mental. Mesmo não tendo muita clareza o que está acontecendo ou não está acontecendo para haver uma maior participação de familiares.

Algumas pessoas afirmam ser a vergonha das questões mentais, mas temos que aumentar essa participação. Tenho acompanhado de perto os grupos de família do CAPS ad Cuca Legal e tenho tentado entender o que ocorre na pouca participação, mas fico sem resposta.

Deixo aqui a pergunta, se alguém puder nos auxiliar a entender essas dificuldades entre em contato, teremos o maior orgulho em auxiliar na melhora da Saúde Mental em Farroupilha-RS.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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