Hoje á tarde, ao conversar em grupo de mulheres, onde o único homem era eu me orgulhou ainda mais em pertencer a sigla que auxiliou eleger a primeira mulheres à Presidência da República, não só isso, já temos a presidência estadual do PCdoB e teremos uma mulher, pela primeira vez em toda história do Brasil à frente em nível nacional de partido, no Partido Comunista do Brasil.

Mas isso foi semeado ao longo dos 93 anos da sigla partidária e os coletivos femininos travam lutas de ideias convidando os homens para estar conjunto nos debates. Temos muito espaço ocupado por mulheres junto ao nosso partido, tanto local, estadual e nacional.

Em entidades cujas lideranças em muitas vezes são ocupadas por mulheres e, particularmente, quero deixar meu depoimento que em muitos momentos e entidades que presenciei a atuação do sexo ‘Não’ frágil superou em muito de algumas lideranças masculinas dessas entidades.

No mês que as mulheres são ‘elogiadas’, lojas aproveitam para fazer suas ‘ofertas’ no dia dedicado a ela, tanto nacionalmente como no município de Farroupilha que há outro dia dedicado a vós mulheres, mas precisamos entender que mulher merece todos os dias do ano, mais que isso, todas as noites também.

Entendo que a mudança iniciada na política pode refletir mais rapidamente em novas leis com foco mais ao sexo feminino, é bom lembrar que há menos de um século as mulheres nem votavam. E pouco mais que isso nem podiam estudar, pior ainda que só na década de 1960 de ‘certa independência’ em trabalhar fora.

Acredito que hoje não há segmento de trabalho que não tenha, em algum lugar, ocupado por mulher. Por outro lado ainda prevalece a diferença salarial mesmo em atividade exatamente iguais ao homem é paga de forma inferior à mulher.

Para encerar o mais difícil de aceitarmos, as dificuldades enfrentadas por vós esposas, moças solteiras, meninas que podem ser vitimas de tantos abusos sexuais e outros assédios que ferem não só o físico; o psicológico e o moral das damas. Avançamos muito pouco nesse assunto por se tratar de fato cultural, já diziam alguns estudiosos que, por vezes, demoram três ou quatro gerações para evoluir muitos detalhes que aprendemos desde o berço.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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