Nos bancos escolares há pouco tempo se voltou a falar em Sociologia, e a nossa velha História de guerra nunca teve muito valor pela maioria dos estudantes de ensino médio. Conhecer, aprofundar e procurar entender que a conjuntura é espiral, como um caderno universitário de um aluno que é um tanto desleixado, e em muitos pontos está desarrumado, se não estiver rompido.

Há muitos historiadores defendem esta tese que muitos Fatos Históricos de tempos em tempos voltam acontecer de forma a melhorar ou piorar a vida cidadã, ou até não cidadã. Pela Sociologia procuramos dessecar acontecimentos que alteraram profundamente a História do Brasil, e em alguns casos da Humanidade.

Dado esta introdução, não poderia direcionar de diferente forma a visão que tenho sobre esse momento que ficará registrado internacionalmente em muitos livros de História. Fatos como o Golpe de 1964, que até hoje, por alguns também não o consideram Golpe, onde muitos dos que foram às ruas, lutaram abertamente, outros como Lacerda, depois da implantação do novo regime foram torturados, mortos, desaparecidos até hoje. Lacerda foi exilado e defendia abertamente, criticando Jango e outros que queriam um país mais justo e com menor desigualdade social.

Não quero apavorar ninguém, até por achar meio tarde de alguém querem trocar de lado, mas muitos se arrependerão profundamente, isso é fato.

Recordo da novela do SBT, sobre a Ditadura Militar, há cinco anos, onde em muitos momentos os que se vangloriavam do que tinham feito acabaram na vala comum dos ‘indigentes políticos’, nas prisões, nas torturas.

É difícil esse momento, de me sentir de pés amarrados; mas não de mãos, boca, e a mente, contra algo terrível que virá. Já acenam para privatizações em educação superior e média, privatizações em outros setores, terceirização, minimização dos direitos trabalhistas.

Senador Requião PMDB/PR em reunião de seu partido denunciou o caminho que a sigla está tomando e não entende como continuidade do velho MDB de Guerra.

Ao menos precisamos estar de ouvidos e olhos bem abertos. As consequências virão e de trem bala, nem conseguiremos degluti-las de forma a entendê-las, e uma minoria será, novamente vitoriosa, em detrimento da grande maioria da população, inclusive da emergente classe média, que muitos, não se abismem, voltar a serem miseráveis pelo sistema.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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